#5 - Análise Literária apresenta... Kenobi!


Olá pessoal, tudo bem? Mais uma estreia de categoria no blog. Amo ler e por isso apresento a vocês... Análise Literária, uma tag onde falarei sobre os livros que li. Não chamaria de resenha propriamente dita, é mais meu ponto de vista sobre determinado livro. E introduzo vocês a Kenobi, espero que curtam! PODE CONTER SPOILERS!

A sinopse do livro trata-se:
A República foi destruída, e agora a galáxia é governada pelos terríveis Sith. Obi-Wan Kenobi, o grande cavaleiro Jedi, perdeu tudo... menos a esperança. Após os terríveis acontecimentos que deram fim à República, coube ao grande mestre Jedi Obi-Wan Kenobi a missão de proteger aquele que pode ser a última esperança da resistência ao Império. Vivendo entre fazendeiros no remoto e desértico planeta Tatooine, nos confins da galáxia, o que Obi-Wan mais deseja é manter-se no completo anonimato e, para isso, evita o contato com os moradores do local. No entanto, todos esses esforços podem ser em vão quando o “Ben Maluco”, como o cavaleiro passa a ser conhecido, se vê envolvido na luta pela sobrevivência dos habitantes de um oásis esquecido no meio do deserto e em seu conflito contra o perigoso Povo da Areia.

Quando conheci Star Wars, há um tempo aí, nunca imaginaria que viraria uma “monstra caçadora” de coisas sobre a Saga. Foi literalmente amor à primeira vista. E por causa deste amor, me deparei com uma bibliografia do Universo Expandido da Saga. E assim, eu recebi de presente do player 2, o livro Kenobi. Da editora Aleph, o livro tem 528 páginas e a primeira impressão que tive depois de ler Kenobi foi: que livro gostoso! Portanto, não se assuste com a grossura. John Jackson Miller, autor do livro, faz com que a narrativa seja de fácil assimilação e que o leitor consiga se sentir inserido na trama.

Algo que devo esclarecer é que a trama é ambientada entre “A Vingança dos Sith” (2005) e “Uma Nova Esperança” (1977). Não considero necessariamente obrigatório você ver os dois filmes, mas para entender o que se passa em Kenobi, é uma ótima sugestão. Nele conhecemos um Obi-Wan Kenobi mais novo e que ainda está muito assustado com o que aconteceu com seu pupilo, Anakin Skywalker a.k.a. Darth Vader. E agora é alguém que se sente muito responsável pela vida que ele tem nas mãos, um tal de Luke Skywalker, filho desse tal de Anakin e a Rainha Padmé. Dizem por aí que esse bebê é a esperança da Galáxia. ;)

O cenário de Kenobi é a famosa Tattooine, com seus famosos dois sóis. Porém, com o livro eu pude me aprofundar neste planeta desértico, mostrado principalmente no primeiro filme. Obi-Wan transforma-se em Ben, um eremita que ninguém sabe de onde veio e nem para onde vai. Ele tenta ser o mais discreto possível, porém a sua discrição atrai a atenção de um local chamado Pika Oásis. E é neste lugar que a maior parte da trama é concentrada.

Além da bela história, a parte física do livro ajuda ainda mais a mergulhar na história. Olha esse landspeeder que serve como 'capa' para todo o capítulo!
Como explicado no começo deste post, Kenobi trata-se do Universo Expandido de Star Wars. Ou seja, todos os personagens, INFELIZMENTE, não existem nos filmes. Eles adicionariam uma carga interessante a obra. Dou destaque a: Annileen Calwell, Orrin Gault, A’Yark, do famoso Povo da Areia, mais conhecido como Olho de Rolha. É neles que a trama é muito bem desenvolvida e John Jackson, o autor, fez com que eu me envolvesse de tal forma, que eu praticamente “devorei” em dias.

Outro ponto legal do livro é ver de certa forma, o amadurecimento do Jedi. No início do livro ele ainda está bastante confuso e triste pela forma como tudo rolou. Ele se sente fracassado por tudo que aconteceu com Anakin a.k.a. Darth Vader, afinal ele era o responsável pelo jovem padawan. Ao decorrer do livro e das aventuras que vive em Pika Oásis, me deu a impressão que ele vai aos poucos, se perdoando e crescendo também na Força. Não é à toa que no quarto filme, ele é alguém bastante experiente.

Mais uma sugestão e prometo que é a última! A galáxia de Star Wars é gigantesca, então por muitas vezes, confesso ter dado umas “googleadas” para saber qual espécie ele estava falando. Algumas eu conhecia de nome, mas a grande maioria eu tive que ler algumas vezes. Eu fiz isso, pois ainda me considero bastante novata, e me ajudou bastante a mergulhar mais ainda na história. E admito que com outros livros da saga – que ganharão resenha aqui no blog também – eu fiz a mesma coisa.


E basicamente foi isso que achei do livro. Novamente, lamento muito que este faça parte apenas da série Legends – ou seja, não é parte do Universo Oficial – porque é uma história que com certeza daria um ótimo filme. Além do protagonista, todos os outros personagens são tão interessantes quanto ele e enriquecem demais a história. Indico muito esse livro a quem acabou de conhecer a saga e também a quem já conhece há bastante tempo. 
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#4 - Doses Textuais... Marge e Johnny.

Olá pessoal, tudo bem? Então este texto que postarei agora ele é do meu antigo blog, o meu (não!) incrível mundo, e é datado de 2012. Às vezes republicarei alguns posts antigos seja por identificação, seja por ainda gostar do tema. Entretanto não farei como no blog anterior, onde programava determinado post e sumia! Dessa vez será mais aleatório, esporádico! Enfim, espero que curtam! Não sou escritora, mas às vezes o lado criativo faz morada e já sabem né... Para isso criei a categoria/tag "Doses Textuais" que terão algumas histórias criadas por mim. Enjoy!
Vou lhes contar a história de Margarida e João. É uma história clichê então, não se assuste ou surpreenda-se. Ele era um simples publicitário e ela uma jornalista. Se conheceram na faculdade, no longe ano de 1985, tempo de Diretas Já! Ambos já terminavam e estavam entusiasmadíssimos para começar a trabalhar, afinal tinham um momento histórico para falar, dissertar, publicar e promover. 

João, ou carinhosamente apelidado de Johnny pelos colegas, olhava às vezes para Margarida, mas a menina era tão distraída que só tinha olhares para manchetes e pesquisas sobre a quase extinta ditadura. Isso frustrava muito o menino, oras e o distraía também. Muitas vezes era chamado a atenção nas aulas por pensar na menina de tez morena e olhos mel que se destacavam. Os seus amigos o zoavam, o chamando de Sr. Margarido e até de Pato Donald, onde já se viu? 

Já Margarida, era completamente diferente. Só pensava em querer trabalhar e ir à televisão pra fazer o orgulho de sua mãe, Hortência. Quase sempre suas amigas a cutucavam e falavam de um tal menino de pele branca e olhos castanhos-esverdeados que a olhava como se fosse o mais belo dos oásis.

Margarida, ou melhor dizendo Marge, que virou a "Mamãe Simpson" por um dia ter pintado o cabelo de azul e chocado a todos, sempre dizia que era besteira delas. que nenhum garoto a olharia e outros blá-blás que as colegas logo cortavam-lhe dizendo que era melhor olhar para os lados e se surpreenderia! 

O tempo passou... passou... passou... a formatura estava perto, as novas eram que as turmas eram feitas de publicitários e jornalistas, prontos para mudar o mundo e promover ideias! E algo inédito aconteceu: as duas "filhas" de Comunicação Social resolveram fazer um baile à la Estados Unidos, com Rei e Rainha do Baile e os balangandãs vistos sempre em muitos filmes da época. Margarida não queria ir. João muito menos quando soube por "tititis" que Marge não iria. Mas algo aconteceu! O Destino, resolveu dar a sua intrometida na história.

Marge havia contado a sua mãe sobre o baile com um eventual desânimo e a jovem senhora disse:
- E por que você não iria, filha?
- Mãe, eu tenho que me focar em conseguir emprego e ir para a televisão. Não me preocupar com bailes.

Hortência olhou para a filha com tristeza, não queria que ela perdesse algo tão incrível. E além disso, seus sentidos de mãe lhe diziam que algo surpreendente aconteceria. Aos poucos, conseguiu convencer a filha de  ir ao bendito baile. O tempo passou... passou... passou... e o dia da festa chegou. O tema? Grandes ícones da História. Uma urna para que todos votassem no Rei e Rainha do Baile encontrava-se na entrada do local! 

O grupinho de Marge combinou de se fantasiar de Marilyn Monroe. Por coincidência Johnny e seus amigos se fantasiaram de Joe DiMaggio. (Mas podem ficar tranquilos que não haverá separações ou algo do tipo!) Quando o rapaz viu a moça tão deslumbrante parecia que seu coração iria parar de tanta felicidade. Inclusive foi um custo os amigos o convencerem a ir para a festa! 

E a festa passou com alegria. Os formandos constantemente tiravam fotos, riam, davam uma bebericadinha aqui e ali. Até que a grande hora chegou. Quem seriam os reis daquele lugar? Muito suspense cercava. Os ganhadores foram anunciados! Surpresa geral! Lhe dou um doce se adivinhar...

Margarida e João subiram ao palco sendo ovacionados e ambos ficaram surpresos. Se podia ver que eles eram o casal perfeito. Depois das entregas das coroas, eles fizeram a primeira dança ao som de Duran Duran, banda preferida de Marge. Não havia dito que o Destino iria dar uma intrometida na história? Aquela primeira dança foi o estopim de tudo. 

Marge nunca havia notado de quão Johnny era lindo: a mandíbula em traço forte, o sorriso que (estranhamente) lhe trazia paz, os olhos verdes-jade que pareciam ver o fundo de sua alma. O olhar de um menino. Estava assustada de como em todo o tempo, nunca havia notado.

Johnny estava, se fosse mais possível, apaixonado por aquela moça tímida e determinada. Seu coração inchava mais e mais de amor e adoração por aquela pequena e sentiu que era o momento certo de se declarar!
- Sabe Margarida, eu sempre fui apaixonado por você. Acho que desde o primeiro dia ou segundo quando eu bati meus olhos em você, eu soube... Eu acho que o Destino reserva algo muito bom para nós...

Marge sempre tão reservada fez algo que nunca iria imaginar e ainda iria condenar, talvez, quem o fizesse. Tascou um beijo curto, mas que chamou a atenção e os aplausos de todos que estavam ali. Johnny aprofundou o beijo e procurou transmitir todo o amor que sentia por aquela garota. Até que ouviram um "arranjem uma cama"! 

Envergonhados, saíram do centro da pista de dança. Sentaram-se e trocaram mais beijos, procurando se conhecer mais. Marge viu que se completava em Johnny e Johnny viu que se completava em Marge. Um começo de uma história de amor, clichê, mas muito bonita começava ali.

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